24/01/2010

A vida é simples, seja feliz!

Tantas associações belas, fáceis e burras... Tanto afastamento da complexidade do mundo pela ilusão do entendimento simples... Por quê? É tão difícil se questionar?

Que mal faz ao intelecto dar-se conta de que as coisas não se ordenam em uma lógica bonitinha, como um filme de Hollywood que nos faz ter a satisfação de atores bem pagos fazendo aquilo que esperamos que fizessem ao longo de duas horas desperdiçadas?
De que tamanho é um ego que não suporta que a vida ao redor não seja encantada como as poesias que inventa para tentar disfarçar a desgraça que deixa acontecer enquanto dança em passadas descuidadas?
Há de se cobrar salário pra pensar? Ou deixaremos isso sempre a cargo de quem ganha mais, porque ganha mais; de quem ganha menos por que tem que “ralar”; de quem fala bem, pra corresponder; de quem não fala nada, pra compensar... Sempre a cargo de alguém a quem sabemos atribuir responsabilidade suficiente pra partir pra outra história, diferente, excitante, ilusória.

05/01/2010

Poema de Thayumanavar – Autobiografia de um Yogi

Você pode controlar um elefante louco;
Você pode fechar a boca de um urso e de um tigre;
Você pode montar um leão;
Você pode brincar com uma cobra;
Por alquimia você pode prolongar sua sobrevivência;
Você pode percorrer o universo sem ser reconhecido;
Você pode fazer vassalos dos deuses;
Você pode ser sempre jovial;
Você pode andar sobre águas ou viver em fogo;
Mas o controle da mente é melhor e mais difícil.

31/12/2009

Fruto proibido

Cada paixão vale a pena se cultivarmos a arte de destilá-la.
Ao florescer, mexe com velhas estruturas que poderiam estar criando ferrugens invisíveis.
Ao se transformar em amor, ensina, em um processo prático de experimentos conjuntos do que é, mais do que seria, o humano.
Em caso de desilusão, um pouco de habilidade quase culinária pode levar o gosto amargo a fermentar e resultar em poesia da mais verdadeira.

Nota de esclarecimento

Outra impressão interessante que muita gente teve sobre o meu livro, e que gostaria de aproveitar o blog para esclarecer é: não, as histórias não foram baseadas em personagens ou dramas reais, a não ser quando eu deixo isso claro no livro.
Sei que é tentador relacionar as coisas, desculpem, mas não é o caso.